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Incêndio na plataforma é extinto e não há sinais de poluição
09/02 | 22:59 GMT

©AFP
O incêndio que atingiu nesta quinta-feira uma plataforma de petróleo no Golfo do México foi extinto, e não há sinais de poluição na zona, informou a Guarda Costeira americana. Imagens de cortesia do canal KATC3

©AFP
Imagens de cortesia do canal KATC3
NOVA ORLEANS, EUA (AFP) - O incêndio que atingiu nesta quinta-feira uma plataforma de petróleo no Golfo do México foi extinto, e não há sinais de poluição na zona, informou a Guarda Costeira americana.
"O incêndio foi extinto, os helicópteros da Guarda Costeira estão sobre o local e os navios na região não observaram qualquer tipo de mancha visível na água", disse o comandante Peter Troedsson.
"Não há sinais de vazamento, mas continuaremos investigando e vigiando a situação para ter certeza de que está tudo bem", destacou o oficial da Guarda Costeira.
Os 13 funcionários a bordo da plataforma haviam assinalado, em um primeiro momento, a existência de uma mancha de petróleo de 1,5 km de comprimento por três metros de largura, que não foi localizada pela Guarda Costeira.
A plataforma está situada 130 km ao sul de Vermilion Bay, na Louisiana, e opera em águas pouco profundas (135 metros).
O acidente ocorre quatro meses após a explosão e posterior naufrágio da plataforma 'Deepwater Horizon' da BP, também situada no Golfo do México, que matou 11 pessoas e deflagrou o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

©AFP
Incêndio na plataforma é extinto e não há sinais de poluição
Mais cedo, um porta-voz da Mariner Energy, a companhia petroleira com sede no Texas (sul), proprietária da plataforma, também havia informado que não existia nenhum sinal visível de contaminação no mar.
"Depois de um sobrevoo inicial efetuado pelo pessoal sobre o local, nenhum vazamento de petróleo foi detectado", disse à emissora CNN o porta-voz Patrick Cassidy. Tudo "parece" sob controle "até o momento", completou.
Os 13 trabalhadores que estavam a bordo no momento do acidente abandonaram a plataforma e foram resgatados no mar.
Um porta-voz da Guarda Costeira, Barry Lane, disse que não dispunha de informação sobre o estado de saúde deles, mas indicou que um homem tinha ficado ferido no incidente.
O governador de Louisiana, Bobby Jindal, disse que a companhia Mariner Energy lhe assegurou que os sete poços em atividade sobre a plataforma foram fechados.
"Estamos trabalhando com a Guarda Costeira para nos assegurar que as atividades sobre a plataforma sejam efetivamente suspensas e que nada vaze para o mar", disse Jindal.
A plataforma produz em torno de 1.400 barris de petróleo e 250.000 metros cúbicos de gás por dia.
A Casa Branca disse, por sua vez, que acompanha a evolução da situação.
"Continuaremos reunindo as informações. Temos os meios prontos para serem mobilizados caso recebamos a informação de algum tipo de poluição marinha", disse o porta-voz da presidência americana, Robert Gibbs.
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Alguns exemplos
Abbas e Netanyahu põem em prática seu programa de trabalho pela paz
09/02 | 22:13 GMT

©AFP/Getty Images / Alex Wong
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente palestino Mahmud Abbas, que conversaram a sós durante uma hora e meia num escritório do Departamento de Estado, reuniram-se depois com o emissário americano George Mitchell por 20 minutos.

©AFP/Getty Images / Alex Wong
Concluída primeira rodada de diálogo direto entre israelenses e palestinos
WASHINGTON (AFP) - O palestino Mahmud Abbas e o israelense Benjamin Netanyahu comprometeram-se nesta quinta-feira a se encontrar a cada duas semanas, em busca da paz no Oriente Médio em um ano - como primeiro resultado da reabertura de diálogo, incentivado pelos Estados Unidos.
O presidente Barack Obama, que trabalha nisso desde a posse, se disse "encorajado" pela atitude dos dois dirigentes em Washington, durante o primeiro diálogo de paz depois de 20 meses.
Após cerca de 80 minutos de conversa, acompanhada pela secretária de Estado Hillary Clinton, o primeiro-ministro de Israel e o presidente da Autoridade palestina tiveram um encontro a sós de 1H30 no escritório de Hillary. A jornada de diálogo foi concluída após outros 20 minutos de discussão entre as partes envolvidas.
O emissário americano para o Oriente Médio, George Mitchell, lembrou que Netanyahu e Abbas voltarão a se encontrar nos dias 14 e 15 de setembro; depois, novamente, "a cada duas semanas".
O próximo encontro acontecerá na estação balneária egípcia de Sharm-el-Sheikh, precisaram dirigentes palestinos. Prova da firmeza do compromisso americano neste processo, George Mitchell e Hillary Clinton também vão participar.
Netanyahu e Abbas chegaram a um acordo nesta quinta-feira sobre o método. Segundo Mitchell, eles estimam que "a próxima etapa lógica seria começar a trabalhar num acordo voltado para um estatuto permanente".
"O objetivo disso", explicou Mitchell, "será estabelecer os compromissos necessários, que permitirão
©afp.com
No caminho da paz
chegar a um tratado global que porá fim ao conflito, além de concretizar uma paz durável para Israel e os palestinos".
"Nosso objetivo é resolver todos os assuntos principais de divergência em um ano", lembrou.
O emissário evitou falar sobre o conteúdo das discussões desta quinta-feira, insistindo em seu caráter "sensível".
Mas Nabil Chaath, um alto dirigente palestino, afirmou que Abbas e Netanyahu chegaram a um entendimento para "discutir em primeiro lugar a questão das fronteiras".
No começo da manhã, diante das câmeras de televisão, Netanyahu destacou que haveria "concessões dolorosas dos dois lados".
"Reconheçam Israel como Estado-nação do povo judeu", pediu ele a Mahmud Abbas.
"Parem completamente a colonização e o embargo a Gaza", respondeu Abbas.
Os dois homens demonstraram solidariedade ante os ataques dos últimos dias na Cisjordânia, assumidos pelo Hamas islamita, incluído entre "os inimigos da paz".
Sorridentes, eles apertaram as mãos ao final de seus discursos. Imagem incomum, Mahmud Abbas levantou o polegar em direção a Benjamin Netanyahu, em sinal de apreciação.
O presidente Barack Obama havia feito um apelo na noite de quarta-
feira aos protagonistas a dar uma "chance" à paz, reconhecendo as dificuldades.
O trabalho é imenso, as posições são muito diferentes em relação a vários assuntos.
Os palestinos querem fundar seu Estado no conjunto dos territórios ocupados por Israel desde 1967. Estão prontos a aceitar mudanças, mas isto não bastará para resolver a questão do estatuto de Jerusalém, que teve a parte oriental anexada por Israel e que o Estado hebreu defende como sua capital indivisível.
Os negociadores da paz deverão igualmente encontrar uma solução para problemas tão espinhosos como a questão dos refugiados ou a partilha da água.
A frágil esperança encontrará um primeiro obstáculo de vulto a partir de 26 de setembro.
Netanyahu disse que não vai querer prorrogar a moratória parcial sobre os assentamentos judeus na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Mas, segundo Chaath, Mahmud Abbas teria dito nesta quinta-feira ao dirigente israelense que "sem o fim da colonização, não poderemos prosseguir com as negociações".

Mundo
Abbas e Netanyahu põem em prática seu programa de trabalho pela ...Descoberta nova droga que promete tratar a malária com dose única
09/02 | 19:30 GMT

©AFP/Archivos / indranil mukherjee
Cientistas descobriram uma nova droga promissora contra a malária, com potencial de tratar, com uma única dose, cepas mais resistentes da doença mortal, revelou um estudo publicado esta quinta-feira na revista científica Science. Foto de arquivo.

©AFP/Archivos / indranil mukherjee
Patologista analisa amostras de sangue para detectar a presença de malária, em hospital de Mumbai. (Foto de Arquivo)
WASHINGTON (AFP) - Cientistas descobriram uma nova droga promissora contra a malária, com potencial de tratar, com uma única dose, cepas mais resistentes da doença mortal, revelou um estudo publicado esta quinta-feira na revista científica Science.
O fármaco poderá estar disponível para testes clínicos ainda este ano, e parece ser mais potente do que os medicamentos usados atualmente, afirmaram cientistas.
"Estamos exultantes com o novo composto", afirmou Elizabeth Winzeler, co-autora do estudo, professora do Instituto de Pesquisas Scripps e membro do Instituto de Genômica da Fundação de Pesquisa Novartis.
"Tem muitas características encorajadoras enquanto candidato a medicamento, inclusive um perfil de segurança atraente e potencial de tratamento em uma única dose oral", acrescentou.
Os métodos de tratamento atuais exigem que os pacientes tomem o medicamento de uma a quatro vezes por dia de três a sete dias. Reduzir o tratamento a uma dose única dá menos oportunidade ao parasita desenvolver resistência ao medicamento, explicaram os cientistas.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, em 2008 houve aproximadamente 247 milhões de casos de malária, doença que causou naquele ano quase um milhão de mortes, a maioria entre crianças pequenas na África.
A malária é contraída quando pessoas são picadas por mosquitos infectados com o parasita Plasmodium. A doença causa febre e vômitos e pode tornar-se rapidamente perigosa ao interromper o fluxo sanguíneo para órgãos vitais.
Os parasitas desenvolveram resistência a uma série de medicamentos antimalária em muitas partes do mundo e há mais de uma década uma nova classe de medicamentos para tratar a doença começou a ser amplamente usada.
"A malária permanece um flagelo", disse Mark Fishman, presidente dos Institutos de Pesquisa Biomédica da Novartis.
"O parasita demonstrou ter uma habilidade frustrante de neutralizar novos medicamentos, do quinino aos derivados de artemisinina, cuja resistência atual é perturbadora", afirmou em um comunicado.
"Estamos felizes de que nossos cientistas possam fornecer esta nova terapia potencial para a malária, baseados em uma estrutura química sem precedentes e direcionada para um novo alvo", acrescentou.
O medicamento foi testado em camundongos infectados com uma cepa de malária que costuma matar no prazo de uma semana.
Uma única e elevada dose do medicamento mostrou-se capaz de curar todas as cobaias infectadas. Três dos seis ratos que receberam uma dose menor foram curados, e a taxa de cura chegou a 90% entre aqueles que tomaram três vezes a droga de menor dosagem.
Tem havido pouco incentivo econômico para o desenvolvimento de novos medicamentos antimalária porque a doença ataca, sobretudo, os países mais pobres do mundo.
O composto, denominado NITD609, foi desenvolvido em parceria com a gigante farmacêutica Novartis, algumas organizações sem fins lucrativos, agências governamentais americanas e cingapurianas e cientistas de universidades dos Estados Unidos, da Suíça, da Tailândia e da Grã-Bretanha.
A droga foi descoberta graças a uma triagem nos arquivos da Novartis sobre 12 mil produtos naturais e compostos sintéticos, que permitiu encontrar complexos ativos contra a forma mais letal do parasita da malária.
Na primeira pesquisa, foram selecionados 275 compostos e a lista foi reduzida a 17 candidatos potenciais.
"Desde o princípio, por causa de sua estrutura e química, o NITD609 foi separado de todos os outros medicamentos antimalária usados atualmente", disse Winzeler em um comunicado.
"O novo medicamento antimalária ideal não seria apenas uma alteração dos fármacos existentes, mas teria características e mecanismo de ação inteiramente novos. É o caso do NITD609", acrescentou.
Estudos mais amplos em animais estão em andamento e os cientistas agora trabalham para obter a aprovação para testes de fase 1 em humanos.

Ciência e Tecnologia
Descoberta nova droga que promete tratar a malária com dose ...Petróleo continua subindo em NY; mercado recupera confiança
09/02 | 21:12 GMT

©AFP / null
Os preços do petróleo continuavam subindo nesta quinta-feira em Nova York, enquanto os operadores mostravam-se mais confiantes em relação à recuperação econômica, apesar de modesta.

©AFP / null
Petróleo continua subindo em NY; mercado recupera confiança
NOVA YORK (AFP) - Os preços do petróleo continuavam subindo nesta quinta-feira em Nova York, enquanto os operadores mostravam-se mais confiantes em relação à recuperação econômica, apesar de modesta.
No New York Mercantile Exchange (Numex), o barril de "light sweet crude" para entrega em outubro fechou em 75,02 dólares, alta de 1,11 dólar em relação à véspera.
Em Londres, no InterContinentalExchange, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento ganhou 58 centavos, a 76,93 dólares.
Depois de ter iniciado o dia no vermelho, os preços "subiram progressivamente durante todo o dia", observou Jason Schenker, da Prestige Economics.
Uma alta inesperada das promessas de vendas de moradias (+5,2%) nos Estados Unidos e uma retomada dos pedidos industriais norte-americanos (+0,1%) em julho tranquilizaram os operadores e limitaram as perdas em Nova York.
Os preços do petróleo tinham ganhado em torno de 2 dólares na quarta-feira, depois da publicação de indicadores positivos sobre a atividade industrial nos Estados Unidos e China, os dois maiores consumidores de energia do mundo.
O mercado petroleiro "vê que a economia cresce, mas a um ritmo muito lento", disse Andy Lipow, da Lipow Oil Associates. "E se a economia cresce, esperamos que a demanda (por petróleo) também aumente".
A alta dos preços também ocorreu depois de uma nova explosão de uma plataforma petroleira no Golfo do México da empresa texana Mariner Energy.



