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Cinza da cor do céu
03/19 | 12:09 GMT

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Quarteto pede a Israel suspensão da colonização
03/19 | 14:16 GMT

©AFP / Yuri Kadobnov
(Da esq. p/ dir.) Ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, secretária de Estado americano, Hillary Clinton, primeiro-ministro russo, Sergei Lavrov, secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e chefe de política internacional da UE, Catherine Ashton

©AFP / Yuri Kadobnov
Quarteto pede acordo para o Oriente Médio em 24 meses
MOSCOU (AFP) - O Quarteto para o Oriente Médio se esforçou nesta sexta-feira em Moscou para reativar as paralisadas negociações de paz entre Israel e os palestinos, ao exortar o governo de Benjamin Netanyahu a interromper a colonização na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
O grupo, formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU, pediu a Israel o "cessar" de todas as atividades de colonização e se declarou "profundamente preocupado" com a situação em Gaza, em um comunicado lido pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
"O Quarteto urge ao governo de Israel o congelamento de todas as atividades de assentamento, incluindo (as destinadas ao) crescimento demográfico natural, o fim dos postos avançados edificados desde março de 2001 e a evitar as demolições e desalojamentos em Jerusalém Oriental", afirma o texto.
O grupo já condenara na semana passada o anúncio de Israel de autorização para a construção de 1.600 novas casas no setor oriental anexado de Jerusalém.
Israel reagiu poucas horas depois da leitura do comunicado e afirmou que o texto deixa mais distantes as chances de um acordo de paz, segundo o chanceler israelense, Avigdor Lieberman.
"A paz não pode ser imposta artificialmente por um calendário irrealista", disse Lieberman em uma mensagem à comunidade judaica em Bruxelas.
"Este tipo de declaração apenas compromete as chances de alcançar um acordo", acrescentou.
O comunicado do Quarteto também manifestou preocupação com a situação de Gaza.
"O Quarteto está profundamente preocupado com a contínua deterioração em Gaza, em particular a situação humanitária e dos direitos humanos da população civil, e insiste na urgência de uma solução duradoura à crise de Gaza".
A Faixa de Gaza, uma área empobrecida onde vivem 1,5 milhão de habitantes, sofre um bloqueio de Israel e do Egito desde que o movimento radical Hamas assumiu o controle da área em 2007 e tenta se recuperar da ofensiva de três semanas executada por Israel, entre o fim de 2008 e o início de 2009, para impedir os disparos de foguetes contra seu território.
O Quarteto manifestou o desejo de que as negociações entre Israel e a Autoridade Palestina (que controla a Cisjordânia) alcancem um acordo em um prazo de 24 meses, assumindo a proposta feita em janeiro pelo negociador americano George Mitchell.
"O Quarteto acredita que estas conversações deveriam levar a um acordo negociado entre as partes dentro de 24 meses", declarou Ban.
"O acordo acabaria com a ocupação que começou em 1967 e resultaria no surgimento de um Estado palestino independente, democrático e viável, que viveria lado a lado e em paz e segurança com Israel e os outros vizinhos", afirma o texto lido pelo secretário-geral.
A reunião teve as presenças da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, do chanceler russo Serguei Lavrov, a chefe da diplomacia europeia Catherine Ashton, além do secretário-geral da ONU e do representante do Quarteto, o ex-premier britânico Tony Blair.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, aumentou um pouco depois a pressão sobre o governo de Netanyahu, ao expressar em Londres uma "séria preocupação" com a decisão israelense de ampliar a colonização em Jerusalém Oriental.
Em Ramallah (Cisjordânia), o negociador palestino Saeb Erakat celebrou o pedido do Quarteto sobre o fim da colonização e pediu ao grupo a criação de "mecanismos vinculantes para que Israel cumpra os compromissos".
Depois de 15 meses de bloqueio, as negociações entre Israel e os palestinos estavam a ponto de ser retomadas na semana passada com a mediação dos Estados Unidos.
Mas o anúncio de novas construções, durante a visita a Israel do vice-presidente americano Joe Biden, provocou a retirada das conversações dos palestinos e a irritação dos Estados Unidos, principal aliado israelense.
Apesar da situação, Hillary Clinton reiterou nesta sexta-feira a "solidez" das relações dos Estados Unidos com Israel e qualificou de "útil e produtiva" a conversa telefônica que teve na quinta-feira com Netanyahu.
O premier israelense teria sugerido durante a conversa, segundo colaboradores, "medidas destinadas a estabelecer um clima de confiança entre israelenses e palestinos".
Hillary informou ainda que que se reunirá com Netanyahu na próxima semana em Washington, onde o primeiro-ministro deve participar no congresso anual do AIPAC, o principal grupo de lobby judaico nos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, o negociador americano George Mitchell voltará à região no fim de semana para reuniões com Netanyahu e com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

Mundo
Quarteto pede a Israel suspensão da ...Ambição mediadora de Lula depara-se com a complexidade do Oriente Médio
03/19 | 16:35 GMT

©AFP / Abbas Momani
A ambição mediadora do presidente do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, deparou-se com a complexidade do Oriente Médio, ao encerrar nesta semana uma intensa visita à região, em um momento de forte tensão entre as partes e à sombra do diálogo brasileiro com o Irã.

©AFP / Abbas Momani
Ambição mediadora de Lula depara-se com a complexidade do Oriente Médio
BRASÍLIA (AFP) - A ambição mediadora do presidente do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, deparou-se com a complexidade do Oriente Médio, ao encerrar nesta semana uma intensa visita à região, em um momento de forte tensão entre as partes e à sombra do diálogo brasileiro com o Irã.
"Lula quer um papel de mediador para o Brasil nas conversações entre palestinos e israelenses, como a Noruega fez há alguns anos, como forma de projetar um país grande e influente", resumiu à AFP o analista e professor da Universidade de Brasília, David Fleischer.
"Simbolicamente foi uma viagem importante: a primeira de um presidente do Brasil a Israel, mas em termos práticos, a pretensão brasileira de se constituir em força de pacificação defrontou-se com uma realidade complexa", destacou por sua vez o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcelo Coutinho.
A visita de Lula a Israel, aos territórios palestinos e à Jordânia esteve marcada por um boicote do ministro das Relações Exteriores israelense, o ultranacionalista Avigdor Lieberman, e por uma escalada de violência, depois do anúncio de Israel sobre novas construções de casas em Jerusalém Oriental.
Lula recebeu outra mensagem pouco encorajante dos palestinos, depois de sua oferta de diálogo com todas as partes, sem exceção, incluindo o grupo islamita Hamas: não meter-se em questões internas e pedir ao Irã que não financie o Hamas, como declarou o presidente palestino Mahmud Abbas, em entrevista ao jornal brasileiro O Estado de São Paulo.
O Brasil, que foi conquistando um papel de maior projeção na arena internacional e aspira a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, onde agora ocupa um lugar rotativo por dois anos, expressou disposição de mediar o conflito no Oriente Médio. Recebeu, recentemente, os presidentes de Israel, Shimon Peres; palestino, Mahmud Abbas, e o iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em Brasília.
Lula deixou Amã na quinta-feira reiterando a intenção de participar do processo de paz, assegurando que israelenses, palestinos e jordanianos assim o querem: "Convenci-me de que o Brasil (...) pode ajudar nesse debate", disse.
Ele explicou como o Brasil vê essa contribuição: "aproximar os que se mantêm distantes (...)".
Já o Irã, que Lula visitará em maio, mostrou-se um interlocutor incômodo para o Brasil - tendo sido assunto abordado durante praticamente toda a visita do presidente brasileiro. A posição de Brasília sobre a questão nuclear iraniana está marcando fortes diferenças com uma comunidade internacional que pede sanções para bloquear o programa nuclear iranino, enquanto os brasileiros defendem mais diálogo.
Segundo Coutinho, "ficou muito claro no parlamento de Israel a insatisfação causada pela manutenção de laços do Brasil com o Irã", com o Brasil também ganhando certa simpatia do Hamas.
No Brasil, que em maio acolherá o III Fórum da Aliança de Civilizações, destinado a reforçar o diálogo entre o mundo ocidental e o muçulmano, a viagem foi questionada pela oposição; charges na imprensa mostraram Lula e o chanceler Celso Amorim retornando da viagem de mãos vazias.
"A ideia de o Brasil se tornar um megamediador mundial de todos os conflitos beira o ridículo", afirmou o analista político Amaury de Souza, citado pelo jornal O Globo.
"Lula não tem nenhuma influência na região", declarou o professor Moshe Maoz, da Universidade Hebraica de Jerusalém ao mesmo jornal.
Em compensação, para o professor da Universidade do Cairo, Mustafah Elwi, "o Brasil pode ser um mensageiro justo, com a vantagem que lhe dá sua posição histórica de neutralidade no Oriente Médio".

América Latina
Ambição mediadora de Lula depara-se com a complexidade do Oriente ...Real Madrid e Barcelona com partidas tranquilas na 27ª rodada da Liga
03/19 | 14:39 GMT

©AFP/arquivo / Pierre-Philippe Marcou
Real Madrid e Barcelona, que dominam a Liga Espanhola, com quase 20 pontos de vantagem sobre o Valência, terceiro colocado, enfrentam pela 27ª rodada do Campeonato Espanhol Sporting de Gijón (12º) e Zaragoza (17º), respectivamente, equipes com campanhas ruins.

©AFP/arquivo / Pierre-Philippe Marcou
Jogadores do Real Madrid durante treinamento
MADRI (AFP) - Real Madrid e Barcelona, que dominam a Liga Espanhola, com quase 20 pontos de vantagem sobre o Valência, terceiro colocado, enfrentam pela 27ª rodada do Campeonato Espanhol Sporting de Gijón (12º) e Zaragoza (17º), respectivamente, equipes com campanhas ruins.
A menos de um mês do clássico de volta, no dia 10 ou 11 de abril em Madri, nenhum dos dois pesos pesados espanhóis, empatados com 65 pontos na ponta da classificação, quer deixar escapar pontos.
A Liga se tornou um objetivo vital para o Real Madrid após a eliminação da Liga dos Campeões.
"Temos que pensar na Liga e conquistá-la", afirmou na quinta-feira o zagueiro Alvaro Arbeloa.
"Vamos ter que fazer uma boa partida (contra o Sporting no sábado) se quisermos manter a sequência em casa", disse Arbeloa, cuja equipe venceu todas as partidas da competição disputadas em seu estádio nesta temporada (13 de 13).
"Ganhar todas as partidas em casa será difícil, mas é um objetivo que temos e espero que possamos cumpri-lo", acrescentou. Para cumprir esse objetivo será preciso derrotar o Barcelona, vitória que poderá ser decisiva.
O clube catalão, eufórico após o espetacular triunfo sobre o Stuttgart (4-0) na quarta-feira e com a atenção voltada para o Arsenal, não poderá contar no domingo em Zaragoza com seu cérebro no meio de campo, Xavi, contundido na perna direita.
-- Programa da 27ª rodada do Campeonato Espanhol (horário de Brasília):
- Sábado:
(14h00) Xerez - Tenerife
Deportivo La Coruña - Valladolid
Athletic Bilbao - Getafe
(16H00) Real Madrid - Sporting de Gijón
(18h00) Espanyol - Sevilla
- Domingo:
(13H00) Málaga - Villarreal
Mallorca - Atlético de Madrid
Osasuna - Racing de Santander
(15H00) Valencia - Almería
(17H00) Zaragoza - Barcelona
Classificação:
Pts J V E D Gp Gc Sld
1. Real Madrid 65 26 21 2 3 71 21 50
2. Barcelona 65 26 20 5 1 64 16 48
3. Valência 47 26 13 8 5 42 29 13
4. Sevilla 44 26 13 5 8 39 29 10
5. Mallorca 43 26 13 4 9 41 31 10
6. Deportivo 42 26 12 6 8 30 28 2
7. Athletic 41 26 12 5 9 34 30 4
8. Getafe 36 26 11 3 12 34 32 2
9. Villarreal 36 26 10 6 10 38 37 1
10. Atlético de Madri 34 26 9 7 10 39 38 1
11. Almería 33 26 8 9 9 30 35 -5
12. Sporting 32 26 8 8 10 28 32 -4
13. Osasuna 31 26 8 7 11 24 27 -3
14. Espanyol 28 26 7 7 12 19 36 -17
15. Málaga 27 26 6 9 11 31 34 -3
16. Racing 27 26 6 9 11 24 37 -13
17. Zaragoza 26 26 6 8 12 30 48 -18
18. Tenerife 23 26 6 5 15 25 53 -28
19. Valladolid 20 26 3 11 12 28 48 -20
20. Xerez 15 26 3 6 17 18 48 -30



